TEA (Autismo), a importância no diagnóstico feito por um profissional

Os dados divulgados pelo CDC e por outras entidades americanas mostram diagnósticos de transtorno do espectro autista (TEA), suposto pelos pais, e que não necessariamente foram confirmados por médicos ou outros profissionais de saúde.

Este fato é criticado por algumas autoridades de saúde, pois pode haver muitos diagnósticos errados e faz com que os EUA tenham taxas muitos maiores que outros países quando o assunto é espectro autista.

Usando os dados nacionais mais recentes da Pesquisa Nacional de Saúde Infantil de 2016, uma pesquisa nacionalmente representativa com cerca de cinquenta mil crianças enfocou a saúde e o bem-estar de crianças de 0 a 17 anos, pesquisadores da Administração de Recursos e Serviços de Saúde (HRSA) estimaram que pais de 1 em 40 crianças norte-americanas relataram que seu filho tinha transtorno do espectro autista.

Tea, Transtorno do Espectro Autista. A importância do diagnostico feito por um profissional qualificado. Assim mais cedo melhor o tratamento.

O QUE É AUTISMO?

O desconhecimento sobre o autismo, conhecido cientificamente como Transtorno do Espectro Autista – TEA, é o principal motivo pelo qual a condição ainda sofre preconceitos e que faz com que pais de crianças diagnosticadas com autismo tenham receio pelos filhos.

De acordo com o último Manual de Saúde Mental – DSM-5, que é um guia de classificação diagnóstica, diversas condições foram fundidas e passaram a receber um único diagnóstico como Transtornos do Espectro Autista, são elas:

Dessa forma, paciente com espectro autismo leve, TEA Asperger e outros transtornos passaram a integrar esse significado de TEA, que consiste em uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento.

Sintomas do TEA

Os sintomas de autismo confundem-se com as características apresentadas geralmente pelos pacientes diagnósticos com TEA. Ainda assim, podem ser identificadas como recorrentes os seguintes comportamentos:

  • Dificuldade para interagir socialmente, como manter o contato visual, expressão facial, gestos, expressar as próprias emoções e fazer amigos;
  • Dificuldade na comunicação, optando pelo uso repetitivo da linguagem e dificuldades para começar e manter um diálogo;
  • Alterações comportamentais, como manias próprias, interesse intenso em coisas específicas e dificuldade de imaginação.

O diagnóstico possível a partir dos sintomas de autismo é comum na infância, ocorrendo normalmente entre 2 e 3 anos de idade.

Quais as Características do Autismo?

Aprender a conviver com o paciente diagnosticado com autismo é uma etapa fundamental para que ele e a família tenham qualidade de vida. Um aspecto determinante dessa possibilidade é conhecer as características do autismo e saber que os sintomas do TEA e o convívio com cada pessoa autista podem ser bastante diferentes.

Dificuldades de quem possui TEA

Os transtornos caracterizam-se pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o estado de cada uma delas vai afetá-las com intensidades diferentes.

Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.

O TEA pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção. Às vezes, as pessoas com autismo têm problemas de saúde física, tais como sono e distúrbios gastrointestinais e podem apresentar outras condições como síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia.

Estudo realizado nos EUA

O estudo, “A Prevalência de Transtorno do Espectro Autista Relatado por Pais entre Crianças dos EUA“, aparece na edição de dezembro de 2018 da revista Pediatrics. Essa estimativa é maior do que em alguns outros estudos publicados.

No entanto, os autores observam que as diferenças nas estimativas publicadas de prevalência de TEA provavelmente refletem o fato de que os estudos utilizaram métodos de amostragem diferentes, focados em diferentes faixas etárias e foram realizados em diferentes períodos de tempo.

Os pesquisadores também relatam que 27 % das crianças norte-americanas com TEA tomaram medicação para sintomas relacionados e 64 % receberam tratamento comportamental.

Tea, Transtorno do Espectro Autista. A importância do diagnostico feito por um profissional qualificado. Assim mais cedo melhor o tratamento.

No entanto, eles também descobriram que os pais de crianças com transtorno do espectro autista foram 44 % mais propensos a relatar problemas para fazer tratamento de saúde mental (caracterizado por crianças com problemas emocionais, comportamentais ou perturbações de desenvolvimento), tendo 23 % menos probabilidade de relatar que seu filho tenha um médico ou enfermeiro pessoal e 24 % menos probabilidade de receber ajuda com uma coordenação de atendimentos eficaz.

Os autores concluem que as suas descobertas mostram que as crianças com autismo enfrentam muitos desafios, incluindo o acesso necessário a uma variedade de opções de tratamento, e que particularmente necessitam de encaminhamentos e coordenação de cuidados para melhorar os seus resultados a longo prazo.

Fonte: Autismo e Realidade – Instituo Pensi

 

Deixe uma resposta