Os Animais têm Doenças Sexualmente Transmissíveis DSTs

Os Animais têm Doenças Sexualmente Transmissíveis DSTs

Animais também podem ter DST?

Sim, eles podem! Saiba como prevenir seu cão e gato de doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis – DSTs – são frequentemente tratadas como um tabu quando falamos de saúde humana, o que dificulta a prevenção e o diagnóstico. Essa falta de conhecimento também afeta seus animais de estimação, já que eles também podem desenvolver DSTs.

Muitos tutores não sabem, mas essas doenças também se manifesta entre os animais. A transmissão ocorre apenas entre pets da mesma espécie, como entre cães ou entre felinos, e é causada por protozoários, bactérias ou vírus. Para saber mais sobre as DSTs em pets e como deixar o seu amigo peludo saudável, acompanhe as informações a seguir.

Os Animais têm Doenças Sexualmente Transmissíveis DSTs

Quais são as doenças sexualmente transmissíveis em pets?

Existem algumas doenças que podem atingir os pets. Nem todas são fatais, mas podem reduzir a qualidade de vida do animal e causar sofrimento. Uma delas é a brucelose, causada pela bactéria chamada Brucella Canis ou Brucella abortus nos cães e nos gatos. Ambas têm a capacidade de penetrar qualquer membrana mucosa do animal.

O Tumor de Sticker, chamado de TVT (tumor venéreo transmissível), é um tumor contagioso que afeta exclusivamente os cães, principalmente em regiões urbanas. O causador da doença é desconhecido, mas acredita-se que ela pode ser provocada por um vírus.

Os tutores de felinos já devem ter ouvido falar do Vírus da imunodeficiência felina (FIV), conhecido como “HIV dos gatos”. A doença, na verdade, não é considerada uma doença sexualmente transmissível, já que a principal via de transmissão é a saliva.

Os Animais têm Doenças Sexualmente Transmissíveis DSTs

Sintomas e transmissão

A brucelose é uma doença silenciosa, e, portanto, difícil de identificar os sintomas. Além de retardar o tratamento, os pets podem transmitam a doença para outros animais antes que o problema seja diagnosticado.

No caso de fêmeas infectadas, elas poderão transmitir a doença para os machos durante o acasalamento. Na hora do parto, elas contaminarão os filhotes e, caso ocorra um aborto, o material expelido também será contagioso. Já os machos transmitem a doença através do sêmen e da urina.

Os principais sintomas da doença nos animais machos são inflamação do saco escrotal, que pode aumentar muito de tamanho, e esterilidade. Na fêmeas, há inflamação uterina e aborto, caso ela esteja gestante.

A brucelose também pode ser transmitida para os seres humanos, mas não como uma DST e sim como uma zoonose. Ela é conhecida como Febre de Malta e o tratamento é feito com antibióticos. No Brasil, a zoonose é classificada com “muito rara”.

Essa doença é grave pois, mesmo após o tratamento, que consiste em castração, a contaminação pode continuar acontecendo. É por isso alguns veterinários recomendam a sacrificação do animal.

Já o TVT é transmitido entre os cães durante o contato com os órgãos sexuais durante o cruzamento ou até mesmo por meio do ato de lamber e cheirar a região genital de um animal para reconhecimento.

Os sintomas dessa DST são facilmente perceptíveis, porque são visíveis a olho nu. Animais infectados desenvolvem pequenos nódulos e tumores na região genital e mucosas da boca e narinas, que sangram com facilidade. O pet pode ficar deprimido e parar de urinar, pois o tumor causa dor.

O tratamento desta doença envolve quimioterapia e retirada dos tumores através de cirurgia. O pet costuma ficar fragilizado durante o processo, pode perder pelos, ter anemia e febre e desenvolver problemas gastrointestinais, porém, a taxa de recuperação é de 90%.

Os Animais têm Doenças Sexualmente Transmissíveis DSTs

Prevenção

A transmissão de DSTs entre os animais se dá pelo contato direto com o agente causador. Por isso, para que o seu pet não seja contaminado, é preciso evitar esse tipo de contato.

Você deve tomar cuidado durante os passeios, principalmente no caso dos cães. Permita que ele se aproxime de outros animais, mas jamais deixe seu amigo cheirar ou lamber as áreas genitais dos cães com os quais não está familiarizado.

Na hora de planejar o cruzamento, certifique-se de que seu pet está em perfeitas condições de saúde e garanta que o parceiro do seu cão ou gato é um animal igualmente saudável por meio de exames realizados em um veterinário SP.

Além disso, durante o cio, sua fêmea não deve ter contato com machos desconhecidos. Lembre-se que nesse período os animais podem até mesmo fugir de casa ou cruzar por meio de frestas no portão, por isso, redobre a atenção com a peluda.

Por último, se você tiver um animal doente em casa, isole-o dos demais pets da casa durante o tratamento e todo o período de contaminação da doença. Monitore com o veterinário o melhor momento para que a reaproximação aconteça.

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